lançamentos de Dezembro de 2011

DIÁRIO APARECIDA NO SEU DIA A DIA

Sinopse

 

A partir de agora você pode ficar mais perto da Mãe Aparecida todos os dias do ano!

 

Com o Diário Aparecida no seu dia a dia 2012, você organiza seu dia e alimenta sua fé diariamente, sempre perto de Nossa Senhora Aparecida.

 

- Por meio da leitura diária dos salmos e orações bíblicas, encontramos força para começar bem o dia,

- As indicações de leitura e do Evangelho, nos estimulam a ler e viver a Palavra de Deus em nossa vida,

- As datas especiais (santo do dia, comemorações, festas litúrgicas) nos colocam em sintonia com a nossa Igreja,

- E nossos compromissos e atividades podem ser agendados em um grande espaço para anotações.

 

Por fim, o Santuário Nacional e os Missionários Redentoristas se fazem presentes tornando esse diário ainda mais especial por meio de um conteúdo rico em informações adicionais como:

 

Consagração à Nossa Senhora, como sintonizar a TV Aparecida, horários de missa no Santuário Nacional e até como participar da promoção que pode levar a imagem de Nossa Senhora Aparecida à sua casa.

 

Em 2012, semeie a boa notícia todos os dias com o Diário Aparecida no seu dia a dia.

 

 

MENSAGENS DE NATAL (Livro + CD)

Sinopse

 

Natal é a data em que reunimos a família para comemorarmos o nascimento de Jesus e refletirmos sobre o que fizemos e o que faremos para um futuro melhor, de paz e de amor. Dentro desse espírito natalino, essa obra ressalta o nascimento de Jesus, lembrando o amor que Ele nos ensinou. Por meio da leitura de cada mensagem, podemos relembrar o real significado do Natal, a importância do amor e como é fácil fazer o bem e ser o bem.

Inclui CD com as mensagens gravadas nas vozes de artistas e comunicadores da Rádio Globo.

 

Prefácio de Pe. Reginaldo Manzotti.

 

Mensagem inédita da cantora Cláudia Leitte.

 

Música especial do cantor Agnaldo Timoteo!

 

 

AGENDA DEUS CONOSCO – Semanal Litúrgico 2012

 

Sinopse

 

144 Páginas

 

Calendários 2011, 2012 e 2013

 

Páginas de Planejamento Mensal

 

Colunas e Páginas para Anotações Pessoais

 

Calendário Anual Festivo

 

Páginas Informativas dos Santos do dia

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Lançamentos Novembro 2011

ECOS MARIANOS 2012 – Almanaque de Nossa Senhora Aparecida

Sinopse

Nos dias de hoje, o mundo atravessa um período em que a humanidade está de olho em seu futuro. A vida está ameaçada em todo o planeta pela destruição da natureza, fruto de um consumismo desenfreado em nome do lucro e da acumulação do capital. Agora os esforços se concentram para salvar o universo de uma possível catástrofe. Será que o homem está preparado para reverter a situação?
O Ecos Marianos 2012, por meio de suas matérias, também esboça um grito que ecoa em favor de um mundo melhor. O leitor vai perceber, nas linhas e nas entrelinhas do Ecos Marianos, que há sempre um toque do doce sabor do divino e do humano, onde ambos se escutam e se entrelaçam no mesmo desejo de que volte a reinar a harmonia no universo.
Esperamos que o amigo leitor saboreie a leitura do Ecos Marianos como algo não perecível. Que seja uma leitura nutritiva, rica em cultura e conhecimento intelectual, temperada com espiritualidade e mensagem cristã.

BÍBLIA SAGRADA DE APARECIDA – Edição Especial de Natal

Sinopse

Texto completo da tradicional Bíblia de Aparecida.
Encarte comemorativo de Natal.
8 ilustrações bíblicas especialmente selecionadas.
Lateral Dourada.

CALENDÁRIOS

ORAR 15 DIAS COM SANTA CATARINA DE LABOURÉ
A vidente da Medalha Milagrosa

Sinopse

No ano de 1947, o Papa Pio XII canonizou Catarina Labouré, a vidente da Medalha Milagrosa. Glorificando aquela que recebeu de Maria a mensagem da Medalha, ele celebra também a humilde Filha da Caridade que soube aliar tão simplesmente o amor a Deus e o amor aos pobres.

Este livro nos conduz por vários caminhos percorridos por Santa Catarina Labouré, durante toda a sua longa vida, e nos ajuda a descobrir o que pode ser a santidade vivida no cotidiano.

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Entrevista com João Baptista Herkenhoff, autor do livro Curso de Direitos Humanos


1. Por que o Sr. decidiu escrever sobre o tema?
Parece-me que o tema DIREITOS HUMANOS está despertando muito interesse atualmente.
Certos preconceitos absurdos estão desaparecendo, como a ideia de que quem propaga, ou defende direitos humanos, é um defensor de bandidos.
Muitas faculdades têm hoje a cadeira de direitos humanos no currículo.
Vejo todos esses fatos com muita esperança.

2. Qual é a principal ideia que o leitor terá ao acabar de ler o livro?
Creio que o livro dará uma ideia geral de direitos humanos. O livro não tenciona esgotar o tema. Pelo contrário, o livro deseja servir como início de uma caminhada.
Meu maior prêmio, como autor, seria conseguir que os leitores, depois de ler nosso CURSO DE DIREITOS HUMANOS, assumisse paixão pelo assunto para ler muitos outros livros relacionados com esta matéria.

3. O livro é resultado de uma tese?
O livro não é propriamente resultado de uma tese. Eu diria que o livro é a síntese de uma tese. Ou seja, eu publiquei muitos trabalhos sobre Direitos Humanos. Neste livro eu tentei colher o suco, a essência de tudo que tenho pensado sobre o assunto, através dos anos.

4. Por que o interesse por direitos humanos em tempos atuais?
Acho que os tempos atuais pedem direitos humanos, justamente porque há muita negação de Humanismo, no Brasil e pelo mundo afora. O estudo dos direitos humanos é o lado positivo, que se contrapõe ao lado negativo, que é o desinteresse pelos direitos humanos.

5. Como os países da América Latina estão desenvolvendo o ensino sobre os direitos humanos? E o Brasil?
Acho que ainda estamos no começo de uma trajetória. Neste início de segundo decênio, no novo milênio, discute-se mais direitos humanos do que há trinta anos. Entretanto, ainda há muito caminho para caminhar.

6. Os advogados brasileiros estão preparados para lidar com os direitos humanos?
Aos poucos vai crescendo esta consciência. A OAB nacional e muitas OABs estaduais estão contribuindo para alavancar a causa. Sinto que há receptividade para com o tema, na alma dos advogados, mas ainda há muita luta para ser travada.

7. Nossas leis são feitas e compridas com rigor quando se fala em direitos humanos?
Não são. Muitas vezes, até mesmo autoridades manifestam desprezo pelos direitos humanos ou ignorância do que sejam direitos humanos.

8. Existem referências de Carlos Drummond, Locke e Joaquim Nabuco, além de vários outros pensadores. Como fez  para juntar todos em um só livro e por quê?
Foi um trabalho árduo. Mas acho que a Literatura e a Poesia, não só brasileira, mas também universal, socorrem os pensadores de direitos humanos.

9. Como foram organizados os capítulos? Qual é a lógica do pensamento ao ler o livro?
Tentei partir do mais simples para o mais complexo, do particular para o geral. Suponho que esta seja uma boa didática, em qualquer área do saber.

10. Qual é o melhor caminho para que todos os direitos humanos sejam respeitados?
Penso que a primeira coisa é propagar os direitos humanos, educar para os direitos humanos. As consequências desses passos virão depois.

11. Ao escrever o livro, você pensa em atingir algum público específico? Qual?
Gostaria de atingir principalmente os jovens e, em particular, os estudantes de Direito. Mas o livro me parece útil para quem quer que deseje mergulhar no estudo dos direitos humanos.

O autor: Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo. Coordenador Pedagógico e Professor Pesquisador da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES). Juiz de Direito aposentado.

Contatos com o autor:
Autor: João Baptista Herkenhoff
E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br

Dados técnicos:
CURSO DE DIREITOS HUMANOS
Autor: João Baptista Herkenhoff
Editora Santuário
Páginas: 224
Edição: 1ª
Ano: 2011
ISBN: 978-85-369-0247-0

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LANÇAMENTOS OUTUBRO 2011

FREI GALVÃO PARA CRIANÇAS E PARA ADULTOS TAMBÉM

Ler / Colorir

Autor: Tom Maia e Thereza Regina de Camargo Maia

R$13,00
Páginas: 56
Edição: 1ª
Ano: 2011
ISBN:978-85-369-0249-4

Formato: 25,00 cm x 24,00 cm
Peso: 0,182
Cód. Fabricante: 3.01.02.1340

Sinopse
Neste livro, a arte contempla os edifícios relacionados à vida de Frei Galvão. Ao ler e colorir os desenhos, a criança vai interagir com a história do menino que saiu de Guaratinguetá para ser frade e santo. Um livro para ser lido também pelos adultos que querem conhecer com mais detalhes a história do santo brasileiro, Patrono da Construção Civil no Brasil, declarado Homem da Paz e da Caridade, pelo Papa João Paulo II.

ENCONTROS COM SÃO CLEMENTE
(1751 – 1820)

Autor: Otto Weiss

R$31,00
Tradução: Clóvis Bovo
Título original: Begegnungen mit Klement Maria Hofbauer: 1751-1820
Páginas: 248
Edição: 1ª
Ano: 2011
ISBN: 978-85-369-0250-0

Formato: 16,00 cm x 23,00 cm
Peso: 0,375
Cód. Fabricante: 3.01.02.1338

Sinopse
Esta, certamente, não é mais uma das muitas biografias existentes sobre São Clemente Hofbauer. Ao escrever esta obra, Otto Weiss compromete-se a fazer uma completa reflexão sobre a vida do Santo Redentorista de origem austríaca, sua personalidade, seu tempo e seu mundo de então, apresentando-o também como um homem que não tinha medo de conflitos. Com a autoridade moral de um dos maiores conhecedores de Clemente Maria Hofbauer, o autor apresenta uma nova imagem do santo, que nada tem a ver com o estigma de adversário do pensamento iluminista, muito menos de estreito seguidor de Roma. Ao contrário, “Encontros com São Clemente” apresenta Clemente como um homem inteligente, esclarecido, “crítico de Roma” e sobretudo o cuidador espiritual que dava apoio e segurança a todo o Povo de Deus.

SUGESTÕES À PASTORAL FAMILIAR
Acolhida aos Casais em Segunda União


Autor: Pe. Luciano Scampini

R$4,50
Páginas: 40
Edição: 1ª
Ano: 2011
ISBN: 978-85-369-0248-7
Formato: 10,50 cm x 14,50 cm
Peso: 0,027
Cód. Fabricante: 3.01.02.1337

Sinopse
Diante da dificuldade que nossos agentes da pastoral familiar têm em tratar o assunto delicado dos casais que, vivendo em situação irregular, procuram na Igreja ajuda e assistência, Pe. Luciano Scampini oferece esta breve contribuição, baseada na experiência de muitos anos de pastoral familiar. Por meio de sete momentos sucessivos, apresenta os fundamentos principais para iniciar um verdadeiro caminho de vida cristã.

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Entrevista com José Carlos Pereira, autor do livro Interfaces do Sagrado


1.    Por que decidiu escrever sobre o tema?

Por ser um tema ainda pouco estudado, apesar de ser algo muito latente no campo religioso católico. Não dá para ignorar as manifestações religiosas desta natureza dentro e fora dos espaços sagrados de nossas igrejas. Assim sendo, quis trazer para a reflexão, de modo sistemático e com recorte antropológico, essas manifestações religiosas que acontecem à margem da Igreja.

2.    Qual é a principal ideia que o leitor terá ao acabar de ler o livro?

Em primeiro lugar, ele terá uma visão mais ampla dessas manifestações religiosas e ampliará seus horizontes e conceitos acerca das mesmas, dirimindo preconceitos. Aprenderá a relacionar-se com tais manifestações de fé e entenderá o porquê de elas existirem tão fortemente no seio da Igreja Católica. Além disso, o leitor vai se encontrar em muitos pontos, pois todos nós, católicos, de uma maneira ou de outra, trazemos dentro de nós algo semelhante no tocante às nossas devoções particulares, sejam elas reconhecidas ou não pela Igreja. Enfim, o leitor terá ideia do que essas devoções representam no imaginário religioso católico e de como elas sobrevivem às margens da Igreja Católica.

3.    Quando decidiu escrever o livro?

Este livro nasceu a partir dos estudos das teorias do antropólogo Marcel Mauss, enquanto eu fazia minha tese de doutorado. A maneira como Mauss trata o sagrado e suas relações levaram-me a pesquisar esse campo religioso ainda pouco explorado nos estudos das Ciências Sociais, mais especificamente, da Antropologia. O que eu coloco neste livro é resultado de uma pesquisa de campo mais ampla, em diversos lugares do Brasil, coletadas in lócus, ou através de informantes privilegiados e de descrições veiculadas nos meios de comunicação. Assim, o conteúdo deste livro foi reunido ao longo de cinco anos, primeiro como um trabalho acadêmico e depois publicado como livro.

4.    Ao escrever o livro, você pensa em atingir algum público específico? Qual?

Sempre que se prepara um livro pensa-se num público específico, mas no meu caso, procuro não me restringir a apenas um determinado público para não limitá-lo. Em primeiro lugar ele está voltado para estudantes, professores e pesquisadores das áreas das ciências humanas e Sociais (Antropologia, Sociologia e Ciências da Religião), passando pela teologia, psicologia e outras áreas. Porém, procurei ter o cuidado de não me ater apenas à linguagem acadêmica para não reduzir o campo de abrangência da obra a um público seleto, como disse antes. Assim, o livro pode ser lido e facilmente entendido por qualquer pessoa, mesmo que ela não seja do círculo acadêmico, como, por exemplo, as pessoas devotas dos ditos “santos marginais”, isto é, aqueles santos que ainda não receberam, ou que dificilmente irão receber o reconhecimento da Igreja, isto é, serem canonizados. Aqui elas encontrarão explicações racionais para sua manifestação de fé, embora não seja este um livro de espiritualidade e nem de teologia.

5.    O que significa ‘O imaginário religioso nas devoções marginais’?

Imaginário é aquilo que está na imaginação das pessoas, no inconsciente coletivo, como se diz no campo da psicologia. Nosso país é rico em manifestações religiosas e boa parte delas é católica, ou de matriz católica. Assim sendo, independentemente da pessoa ser católica, ela tem uma imagem do religioso formulada em sua mente, seja consciente ou inconscientemente. Esta imagem nem sempre condiz com aquilo que a Igreja orienta em suas doutrinas, mas, na devoção popular isso não tem importância. O que conta mesmo é a sua relação com o santo, sem intermediações de uma Instituição, no caso a Igreja. Assim, quem cultiva uma devoção marginal, manifesta-a independentemente da aprovação da Igreja. É o senso comum, a tradição, a cultura que determinam seus procedimentos e não as normas da Igreja. Forma-se, assim, o que classificamos como imaginário religioso e, neste caso, um imaginário formado por devoções de cunho marginal, no sentido de não oficial. É algo muito presente em várias partes do Brasil, não apenas nas regiões onde a Igreja ainda é pouco presente, mas também nos grandes centros urbanos e na zona rural. Deste modo, é algo que depende mais de aspectos culturais do que da doutrina da Igreja.

6.    Qual é a maior característica do catolicismo popular?

É a autonomia em relação à Igreja. O catolicismo popular não precisa da mediação da Igreja e dos sacramentos para existir. É uma relação direta com o santo, o mediador entre o fiel e Deus. Quem pratica o catolicismo popular, principalmente os de vertente marginal, não se preocupa com os preceitos religiosos orientados pela Igreja, como, por exemplo, participar das missas, obter os sacramentos, enfim, seguir as doutrinas. Os sacramentos, quando se buscam, buscam-se com uma visão mágica, ou como ato social, e não tanto como compromisso ou como sacramento propriamente dito. Nisto consiste uma das características do catolicismo popular.

7.    O sincretismo religioso já ganhou muito espaço no catolicismo popular?

Sim, o catolicismo popular tem muita mistura de outras manifestações religiosas. É essa mistura que confere particularidade nesta categoria de catolicismo dito popular, principalmente o catolicismo de folk, isto é, as manifestações religiosas que se baseiam em tradições folclóricas e nas devoções marginais, como é o caso das devoções às almas e a objetos sagrados, assunto tratado no livro. Nesta prática encontramos elementos principalmente das religiões afros e indígenas.

8.    Como se desdobra o ‘contrato’ no âmbito religioso na dimensão em toda a vida social do fiel em uma relação de poder que o santo confere sobre o fiel?

Consiste naquilo que o sociólogo Pierre Bourdieu chamou de “troca simbólica” e que Marceu Mauss classificou como “dádiva” ou “troca de dádiva”. O fiel faz um pacto com o santo, através da promessa. Ele pede algo ao santo e, em troca, lhe oferece algo, que pode ser um objeto, dinheiro ou um sacrifício, no sentido de uma penitência, um ex-voto. As salas de milagres dos santuários estão repletas desta relação de troca, ou de contrato com o santo. Essa prática é muito antiga na Igreja e tem ganhado força onde o Estado e a Igreja, enquanto instituição, estão ausentes. O Estado no sentido do abandono, da falta de assistência, restando apenas os santos para o fiel recorrer nas suas necessidades elementares, como, por exemplo, de saúde e de moradia; a Igreja, pela falta de uma catequese mais acentuada e de formação teológica e eclesial. Estas duas ausências fazem com que práticas religiosas devocionais se solidifiquem como meio de sobrevivência. Assim, desenvolve-se uma relação de troca, de barganha com o santo, própria das relações entre as pessoas. Marcel Mauss e Bronislaw Malinowski, cada um a sua maneira, trabalharam muito bem estas questões em seus estudos antropológicos. Aqui eu as retrato de uma maneira peculiar, exemplificando situações concretas do poder que o santo confere sobre o fiel.

9.    Como se dão os sacrifícios e por que eles são incorporados na intuição de demonstração de fé?

Os sacrifícios, que são na verdade práticas penitenciais, são praticados nas mais variadas formas. Uns preferem práticas de autoflagelo, como, por exemplo, andar de joelhos, carregar cruzes, andar longas distâncias com os pés no chão, enfim, uma infinidade de gestos que têm como propósito sentir na carne o sofrimento, num desejo mimético de imitação do sofrimento de Cristo. Por outro lado, há os que prometem fazer doações, seja de bens materiais, dinheiro, ou bens simbólicos, como os ex-votos. Basta visitar as salas de milagres, ou de promessas, dos santuários e encontraremos uma infinidade de objetos que representam a fé do devoto e o sacrifício que ele fez para obter uma graça, ou para agradecer a graça recebida. Enfim, toda prática de sacrifício, de qualquer natureza, visa uma imitação de Cristo e, consequentemente, uma aproximação dele.

10.    Por favor, discorra um pouco sobre o tema de devoção e do culto aos santos de cemitério e sua importância para o catolicismo marginal.

A devoção, ou culto aos santos, é uma prática muito antiga na Igreja. Ele chegou até nós através da colonização portuguesa, sendo, portanto, uma prática bastante vivida na Europa, mais especificamente, em Portugal. Aqui, ao encontrar-se com outras práticas religiosas e culturais, como as práticas indígenas e, posteriormente a africana, ela ganhou novos contornos e significados. Assim, a devoção aos santos, tipicamente lusitana, amalgamou-se a outras práticas, dando origem às devoções marginais, isto é, devoções às almas, a objetos e lugares tidos como sagrados. O culto aos chamados “santos de cemitério” está relacionado ao mistério da morte. Tudo o que é envolto em mistério provoca a imaginação e, assim, se cria um universo religioso a ele relacionado. Esse universo nem sempre condiz com a realidade ou com as orientações da religião oficial, como foi dito antes. Assim, o culto aos santos de cemitério é uma das expressões mais fortes do catolicismo marginal. Ela se evidencia em diversas ocasiões, mas principalmente no dia de finados, quando os túmulos de pessoas tidas como santas recebem muitos visitantes. Há túmulos que são visitados o ano todo, mas no dia 2 de novembro eles são disputadíssimos.

Sobre o autor:

José Carlos Pereira é padre Passionista, licenciado em filosofia, teólogo pastoralista, bacharel em Teologia pelo Ateneu Santo Anselmo de Roma, com mestrado em Ciências da Religião e doutorado em Sociologia. É tradutor, colunista da Revista Paróquias & Casas Religiosas e escreveu mais de trinta obras, dentre as quais “Religião e exclusão Social” e “Os dons do Espírito Santo e as virtudes da fé”, pela Editora Santuário. Além das atividades pastorais em sua paróquia, no Rio de Janeiro, ministra palestras e cursos na área de gestão eclesial. Tem contribuído em Congressos com comunicações e conferências na área das Ciências Sociais, em Universidades de diversos países. Maiores informações sobre o autor e suas publicações se encontram na página: www.pejosecarlospereira.com.br

CONTATOS COM O AUTOR:

Autor: José Carlos Pereira
E-mail: cpzeca@uol.com.br e falecomigo@pejosecarlospereira.com.br
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Lançamentos de setembro de 2011

Esta obra se dedica à importante reflexão sobre os desafios da Teologia Moral cristã em tempos de incerteza e assume particularmente as tarefas que daí derivam para os processos educativos nas comunidades cristãs. Seus profundos conteúdos constituem também excelentes elementos para a inserção da Teologia Moral na sociedade plural, levando a contribuição específica das perspectivas cristãs.

Sobre os autores:
Leocir Pessini é doutor em Teologia Moral pela Pontifícia Faculdade Nossa Senhora da Assunção; professor do Centro Universitário São Camilo (São Paulo-SP), provincial dos Camilianos e autor de inúmeros trabalhos sobre Bioética.
Ronaldo Zacharias é doutor em Teologia Moral Weston Jesuit School of Theology (Cambridge/USA) e coordenador dos Cursos de Teologia e Pós-Graduação em Educação Sexual do Centro UNISAL (São Paulo-SP).

SER E EDUCAR
Teologia Moral, Tempo de Incertezas e Urgência Educativa
Páginas: 272
Edição: 1ª
Ano: 2011
ISBN: 978-85-369-0246-3
Formato: 14,00 cm x 21,00 cm


Subsidiar estudantes, organizações civis e militares, professores, comunidades religiosas e a sociedade civil em geral, com dados minuciosos e contextualizadores sobre os direitos humanos, é o objetivo de João Baptista Herkenhoff. De forma bastante didática, o autor, que é livre-docente da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), passa informações precisas acerca do tema, sempre buscando situar o leitor quanto aos vínculos entre os fatos históricos de cada período e os direitos humanos. Numa época em que a consciência de que não se pode haver oposição entre o direito da pessoa humana e o zelo pela segurança pública é colocada em discussão, a leitura da obra torna-se de fundamental importância em praticamente todos os segmentos da sociedade.

João Baptista Herkenhoff

Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo. Coordenador Pedagógico e Professor Pesquisador da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES). Juiz de Direito aposentado.

CURSO DE DIREITOS HUMANOS

Autor: João Baptista Herkenhoff
Páginas: 224
Edição: 1ª
Ano: 2011
ISBN: 978-85-369-0247-0
Formato: 14,00 cm x 21,00 cm

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Lançamentos de Agosto de 2011

FREI ALBERTO BERETTA
O Herói Santo de Grajaú

Sinopse

Numa prosa agradável e envolvente, o autor Hilário Cristofolini nos faz reviver a extraordinária experiência de fé e amor que foi a vida de Frei Alberto Beretta. Um humilde e generoso padre capuchinho e missionário, que deixou uma brilhante carreira de médico na Itália para colocar-se a serviço dos doentes e dos pobres, na Diocese de Grajaú, nos sertões do Maranhão. Por sua vida de fé e dedicação, Frei Alberto representa luminoso exemplo e forte estímulo para todos aqueles que acreditam na força do bem e do amor.

FREI ALBERTO BERETTA
O Herói Santo de Grajaú
Autor: Hilário Cristofolini
Páginas: 208
Edição: 1ª
Ano: 2011
ISBN: 978-85-369-0244-9
Formato: 14,00 cm x 21,00 cm

INTERFACES DO SAGRADO
CATOLICISMO POPULAR. O imaginário religioso nas devoções marginais

Sinopse

As devoções marginais, ou não reconhecidas pela Igreja, são uma das muitas faces do sagrado e também objeto de estudo desta obra. Com muita propriedade, José Carlos Pereira faz uma análise do tema, ampliando a compreensão do leitor de maneira significativa, já que parte do debate contemporâneo sobre o sagrado e os seus múltiplos desdobramentos. Oferece, assim, uma importante fonte de debate sobre o tema, analisando questões pontuais, como a devoção às almas, a objetos religiosos e a locais considerados sagrados. Por utilizar os recursos da Antropologia, o autor oferece os subsídios necessários para a compreensão do assunto.

Sobre o autor:
José Carlos Pereira é padre, licenciado em Filosofia, bacharel em Teologia, mestre em Ciências da Religião e doutor em Sociologia. Tem contribuído em Congressos e Conferências no Brasil e no exterior, e prestado assessoria a paróquias, na formação de agentes de pastoral, em diversas partes do Brasil. Tem mais de vinte e cinco obras publicadas por diversas editoras do Brasil e do exterior. Dentre elas, “Religião e Exclusão Social. A dialética da exclusão e inclusão nos espaços sagrados da Igreja Católica” e “Os sete dons do Espírito e as virtudes da fé”, pela Editora Santuário. Maiores informações sobre o autor e suas obras poderão ser encontradas na página: http://www.pejosecarlospereira.com.br.
Autor: José Carlos Pereira
INTERFACES DO SAGRADO
CATOLICISMO POPULAR. O imaginário religioso nas devoções marginais
Autor: José Carlos Pereira
Páginas: 152
Edição: 1ª
Ano: 2011
ISBN: 978-85-369-0245-6
Formato: 14,00 cm x 21,00 cm

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